The Hunchback Era

[PT-BR abaixo]

Last night I was trying to reach something on the trunk of my car, and another car arrived at the parking lot. It was a young guy, in his 20’s… I don’t think he saw me, despite the fact that he parked in the spot behind me.

I finally found what I was looking for inside the trunk, closed the car and headed to the elevator. The young man was also waiting for the elevator. He did not see me coming. The elevator arrived and the guy, who was holding two 1664 beer cans and his cellphone, got in. He pushed his floor, and I got in and did the same.

I think he still did not see me. His back and neck were curved down and his eyes staring at the cellphone’s screen. He was shaped like an upside down letter L. I don’t think his back can be fixed anymore to look straight. That was his body format; he has now a hunched back.

Of course in this era that we are now, this is not the first time that someone does not see me. I know I don’t see people sometimes. I can have a hump on my back too.

I walk to work every day, and it’s a 30 minutes’ walk. It’s very pleasant, by the water, passing through downtown Victoria. Early, so it’s not so busy like at the end of the day…. And I see people with a hunchback every day. Like I said, I myself, have a hunched back too sometimes. But I don’t think that the increase in the number of people that have hunchbacks is a genetics issue.

According to a poll published by the Financial Post, nearly half of Canadians between the ages of 18 to 34 years old spend about two hours a day on their cellphones (Powers, 2018).  This number might seem low to you, but this is almost 10% of someone’s day. And this might be causing that hunchback problem that I mentioned before.

At home, the addiction to cellphone is so disturbing sometimes that my husband and I created a rule. We cannot touch / use our cellphones while it’s meal time. This has enabled us to talk to each other! I don’t know if this is enough or not, but the fact that I am so addicted to my cellphone worries me a lot… So this meal time rule, amongst other things we decided, is an attempt to mitigate our addiction.

If I had committed a crime and the police were looking for me, and had my description; my neighbor that walked into the elevator with me, would never be able to tell that he was in the elevator with me. He probably could not tell if I am blonde or have curly hair. It’s likely that the young man does not know if I am a woman or not.

That all said, having hunchback may not be a genetics problem today… But it seems like it will be part of human genetics in the future. Just like some people are now born without their wisdom teeth.

 


 

Noite passada eu estava tentando pegar uma coisa no porta-malas do meu carro, e um outro carro chegou no estacionamento. Era um cara novo, tinha cerca de 20 anos… Eu não acho que ele me viu, apesar de ter estacionado bem atrás de mim.

Eu finalmente achei o que estava procurando, fechei o carro e fui para o elevador. O cara estava lá também esperando o elevador. Ela não me viu chegando. O elevador chegou e o cara, que estava segurando duas latinhas de cerveja 1664 e o celular entrou. Ele apertou o andar dele e eu entrei e fiz o mesmo.

Acho que ele ainda não me viu. A coluna dele e o pescoço estavam curvados para baixo e os olhos encarando a tela do celular. Ele tinha o formato de uma letra L de cabeça para baixo. Acho que a coluna do cara não tem mais conserto para ficar reta. Esse era o formato do corpo dele; ele está corcunda agora.

Claro que na era em que estamos, não é a primeira vez que alguém não me vê. Eu sei que não vejo as pessoas também as vezes. E eu também fico corcunda de vez em quando.

Ando para o trabalho todos os dias, são 30 minutos de caminhada. Uma caminhada bem agradável, pela beira da agua, passando pelo centro da cidade onde moro. Sempre saio bem cedo para ir ao trabalho, então as ruas não são tão tumultuadas como no fim da tarde. E eu vejo pessoas corcundas todos os dias. Mas não acho que esse aumento no número de pessoas corcundas seja um problema genético.

Uma pesquisa publicada pelo Financial Post, diz que cerca de metade dos Canadenses entre 18 e 34 anos passam duas horas por dia no celular (Powers, 2018). Esse número pode parecer baixo para você, mas isso é quase 10% do dia de uma pessoa. E talvez isso esteja causando o problema sobre corcundas que falei antes.

Em casa, o vício no celular é tão perturbador, que eu e meu marido criamos uma regra. A gente não pode tocar / usar o celular durante as refeições. Isso fez com que a gente começasse a conversar! Eu não sei se isso é suficiente ou não, mas o fato de que eu sou tão viciada  no meu celular me preocupa demais… Então essa regra das refeições, entre outras coisas, é uma tentativa para aliviar nosso vicio.

Se eu tivesse cometido um crime e a polícia estivesse me procurando, e tivesse uma descrição minha; meu vizinho que entrou no elevador comigo não saberia dizer que estava no elevador comigo. Ele provavelmente não sabe dizer se eu sou loira ou tenho cabelos encaracolados. É provável que o cara não saiba se eu sou mulher ou não.

Dito isso, ser corcunda ou ter uma corcunda pode não ser um problema genético hoje… Mas parece que vai se tornar parte da genética no futuro. Assim como as pessoas que nascem sem o dente do siso.

 

Powers, N. (2018, February 23). Half of young Canadian adults spend two or more hours per day on their cellphones. Financial Post. Retrieved from: http://business.financialpost.com/telecom/half-of-young-canadian-adults-spend-two-or-more-hours-per-day-on-their-cellphones

Photo by: @shttefan via Unplash

[EN-US on top]

 

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